Salada de estórias: 06 de Junho

O arranque das provas de aferição, a morte de David Gilkey, fotojornalista norte-americano no Afeganistão, e a detenção de um homem que planeava atentados no Europeu de futebol marcam esta segunda-feira a par de duas outras estórias bem menos convencionais.

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A paz não dá lucro

As autoridades somalianas detiveram 15 militares acusados de venderem material bélico.

Entre os detidos contam-se cinco agentes da Missão da União Africana para a Somália, uma organização dedicada à preservação da paz nesse território aprovada pela ONU.

Os indivíduos em causa foram encontrados com detonadores improvisados, combustíveis, sacos de areias e caixas vazias de munições.

À BBC, a polícia ainda não revelou quem seriam os consumidores de tais materiais.

A Missão da União Africana para a Somália luta ao lado do governo somaliano contra os agentes da Al-Shabaab, grupo fundamentalista islâmico.

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A auto-censura é mais rentável 

A Lâncome, gigante da cosmética subsidiária da L’Oreal, cancelou o Energizing Factory Event em Hong Kong, depois dos utilizadores da rede social oriental Sinai Weibo ameaçarem boicotar a marca se a actuação da cantora pró-democracia Denise Ho se concretizasse.

Quase 3.000 pessoas comentaram e partilharam as declarações do Global Times, um tablóide chinês, que, nessa plataforma, pediu aos leitores as suas opiniões relativamente à contratação do “veneno de Hong Kong” como porta-voz da empresa.

Denise Ho, recorda a Quartz, foi a primeira manifestante a ser detida durante o Movimento Guarda-Chuva, em 2014, contra as forças policiais de Hong Kong.

“O nosso sistema de valores está completamente distorcido”, comenta Ho, exigindo conhecer as razões pelas quais a Lâncome cancelou a sua actuação.

A empresa alega tê-lo feito por razões de segurança.

Nos últimos anos, Beijing tem aumentado a sua capacidade de persuasão junto das empresas estrangeiras. A censura subliminar e o bloqueio das vozes contrárias ao ponto de vista do Partido Comunista são, agora, práticas comuns.

Em 2015, de acordo com o Relatório Anual da L’Oreal, 23% das vendas da empresa foram feitas na região da Ásia-Pacífico.

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