Gerúndio da semana: sorrindo

Entre o caos e a calmaria, nascem sete dias de lânguida duração: A felicidade é uma ilusão, estritamente, biológica. Esta semana, um filme genial, a derrota de Lemonade de Beyoncé e o feminismo no cinema de animação. 

0decac039fb7e3c1400757b81199edf4

Acredito, piamente, na magia da endorfina, isto é, da felicidade, quimicamente, activada pelo exercício físico – mais precisamente por uma fascinante meia hora diária de corrida.

Maio nasceu assim: cheio de promessas de bom comportamento alimentar e recusas do açúcar.

Esta primeira semana escapou-lhe, entre horários bem organizados e sorrisos que determino em breve trocados por um par carregado de olheiras.

É a hora.

disney-frozen-let-it-go-2

Uma polémica: Fãs de Frozen (2013) reivindicam uma namorada para Elsa, relata o The Guardian.

Devo, antes de mais, esclarecer dois pontos: primeiro, penso que, sim, é relevante encontrar na animação figuras com as quais crianças com diferentes orientações sexuais se possam identificar; segundo, considero, extremamente, grave esse retorno à ideia de que só num relacionamento amoroso pode uma pessoa se dar por concretizada.

Elsa não seria a primeira rainha – não princesa – da Disney capaz de viver por si? Uma mulher forte e independente? Ou serão tais atributos exclusivos de uma orientação sexual diferente da das tradicionais princesas da animação?

Não é que me choque a existência de uma personagem, finalmente, não heterossexual e, em boa verdade, é urgente, no bom clima de aceitação presente, criá-la.

Elsa, contudo, serve outras bandeiras: o estandarte do feminismo, por exemplo. Frozen desagrada-me, mas, até então, funcionara, pelo menos, no cultivo da voz da mulher.

Não à namorada. Entenda-se, não ao namorado, do mesmo modo. Para quando a compreensão de que há mais do que amor no grande ecrã (e na vida)?

Um filme: “Que estás a achar do Yates?”, pergunta-me a jovem de óculos rectangulares. “Boa escrita, história banal”, respondo, digerindo o decorrer lento dessas vidas. A adaptação de Sam Mendes de Revolutionary Road (2008) merece, no entanto, uma ovação!

É deslumbrante narrativa, estética, filosófica e cinematograficamente. Mais, pela primeira vez, consigo entender o encanto do par DiCaprio-Winslet. Imperdível!

Uma música: Beyoncé quem? Lemonade qual? Suave, relaxante e verdadeira, Hurt me de Lapsley (2016) é uma delícia sonora dedicada a todos esses encontros desafortunados que a vida nos proporciona.

Um vídeo: Magazine shopping and haul por Estée Lalonde é um roteiro ecléctico pelas bancas e papelarias de Londres. Depois disto, o meu vício pela acumulação de jornais, revistas e afins só pode piorar!

Um desejo (ou dois): O regresso do pseudo-Verão lisboeta + tempo (livre e em largas quantidades).

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s