Salada de estórias: 04 de Abril

O escândalo dos Papéis do Panamá, o reenvio de refugiados da Grécia para a Turquia e a queda do número de empresas com salários em atraso marcam esta segunda-feira a par de duas outras estórias bem menos convencionais.

3058498-poster-p-1-japans-newest-train-design-will-be-practically-invisible

O futuro é invisível

Kazuyo Sejima, arquitecta japonesa vencedora do Prémio Pritzker (uma espécie de Prémio Nobel da Arquitectura), aventura-se na construção do seu primeiro comboio, apostando na irreverência, ou melhor, invisibilidade.

Em 2018, o Japão terá, assim, o primeiro comboio invisível do mundo.

Dotado de uma forma orgânica, o transporte será coberto por uma pele semi-reflexível que espelhará o cenário, produzindo, por conseguinte, uma espécie de camuflagem.

O comboio circulará nas zonas rurais japonesas e será, segundo a arquitecta, tão divertido para aqueles que nele viajarão como para aqueles que o tentarão descobrir na paisagem, confirma a Fast Company.

screen_shot

Uma distopia perigosa [e censurada]

À medida que o Partido Comunista Chinês consolida a sua influência sobre a cidade, Hong Kong desmorona-se.

O cantonês é substituído pelo mandarim; as crianças pilham lojas; os jovens, desesperados pela restauração da democracia, recorrem à autoimolação.

Este não é um cenário real; é a realidade descrita pelas cinco vinhetas do filme chinês Ten Years, vencedor da categoria para Melhor Filme na 33ª edição dos Hong Kong Film Awards e alvo da censura apertada do regime.

A cobertura mediática da cerimónia – uma das mais importantes no panorama cinematográfico chinês – reduziu-se, assim, a um murmúrio que tenta, a todo o custo, ignorar o filme.

A estação de televisão estatal, a CCTV, não a transmitiu. A gigante da Internet Tencent recusou passar o evento em streaming.

No correspondente asiático ao ocidental IMDb, o Douban, Ten Years é uma fita inexistente.

No seu primeiro fim de semana, o filme de Ng Ka-leung, Jevons Au, Chow Kwun-Wai, Fei-Pang Wong e Kwok Zune gerou 6 milhões de dólares de Hong Kong.

Dois meses depois, os cinemas, levados a uma sorrateira auto-censura, retiraram-no, avança a Quartz.

Agora são as sessões clandestinas a arrecadar receitas.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s