Estórias imperdíveis: o lado negro da virtualidade

Deslumbrados com os nossos próprios umbigos, lá vamos nós condenando as redes sociais e os efeitos que imprimem no nosso privilegiado dia a dia. Esta semana, estórias de como o Facebook permite a degradação humana mesmo sob os nossos empinados narizes.

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Na comodidade do anonimato que as redes sociais oferecerem, floresce o tráfico sexual.

Na Tunísia, a prostituição online surgiu em 2012. 

O Facebook é a plataforma mais popular neste novo mercado.

Uma simples pesquisa na rede social devolve, rapidamente, múltiplos serviços sexuais, reporta o Correspondents.

“O ministério não exige o encerramento de nenhuma página a menos que uma ordem judicial seja emitida. Até hoje, tal nunca aconteceu“, comenta Siham Al-Raquiq, chefe do departamento de comunicação do Ministério da Tecnologia tunisino.

Esta reinvenção da prostituição fica, assim, fora do alcance da lei.

Garante, além disto, aos envolvidos maior secretismo, protecção e melhor pagamento.

A transferência do tráfico sexual para o mundo virtual tem promovido o desvanecimento do estigma, confessam as trabalhadoras.

O controlo desta actividade é quase impossível.

Virais, mas de natureza efémera, estas páginas e grupos privados dedicados à prostituição online representam um terreno sem lei.

As redes sociais têm-se, assim, tornado em palcos improváveis da criminalidade. Do pagamento por sexo ao pagamento por animais exóticos, a Internet como selva indomável.

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70 mil utilizadores do Facebook são membros de grupos, sediados na Malásia, promotores de tráfico ilegal de vida selvagem.

O relatório do grupo ambiental Traffic, avançado pela DW, revela a venda de 380 animais, no espaço de cinco meses, através da plataforma. 

80 espécies, 14 grupos. A maioria dos animais são nativos da Malásia e estão, legalmente, protegidos dos caçadores.

A novidade do método de tráfico alimenta, contudo, a impunidade. Não existe, ainda, qualquer lei que proíba a venda através destes meios, o que tem dificultado a acção das autoridades.

Mais: Can binge watching your favorites shows make you mentally ill por Monita Karmakar e Jessica Sloan Kruger, na Quartz.

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