Estórias imperdíveis: música para os meus ouvidos

O que ouvimos e como o fazemos? Esta semana, estórias de como o universo musical está a sofrer uma revolução. Da [parcial] decadência do Spotify à moda das canções, comercialmente, justas, um lote de novidades que não vai querer perder.

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Devolver o controlo da música aos artistas é o objectivo da cantora e compositora inglesa, Imogen Heap.

Mycelia será o nome da nova plataforma de streaming com a qual a artista pretende combater os intermediários, os grandes estúdios e a crise dos direitos de autor que hoje se vive no universo musical.

No ano passado, Heap preferiu o serviço Uji Music aos populares iTunes ou Spotify, aquando da divulgação do seu novo single.

Agora, a sua meta é a criação de uma plataforma alimentada por uma moeda virtual que garantirá aos cantores pagamentos mais rápidos, directos e, consequentemente, de superior volume.

Mycelia será, portanto, um ambiente musical, comercialmente, justo que, além de tudo, fornecerá aos artistas todos os dados acerca da circulação da suas obras.

Onde cada música é tocada, como lá chegou e que respeito tem essa utilização pelos direitos de autor serão questões, facilmente, respondidas por esta plataforma.

“Trata-se de um feedback valioso”, avança a Quartz.

Resiste, contudo, a incerteza da gestão desses pagamentos e da organização desta complexa tecnologia de rastreio das movimentações digitais.

Imogen Heap acende, assim, um dos debates mais centrais da indústria, nos últimos tempos. Os direitos dos artistas têm ganho atenção, particularmente face à negativa evolução do ilustre Spotify.

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Em 2011, o conhecido álbum 21 da Adele mantivera-se longe da plataforma, já que a cantora exigira que o acesso fosse negado aos utilizadores gratuitos.

Em 2014, durante os primeiros quatro meses, o Ghost stories dos Coldplay evitou, igualmente, este serviço de streaming.

A liberalização musical que o Spotify garante tem sido, assim, um dos principais obstáculos à sua popularização junto de produtores e artistas.

A distância entre a novidade e o serviço parece, contudo, não o ter afectado. O Spotify mantém-se a aplicação mais popular do mundo musical, garante o The Verge.

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30 milhões de faixas compõem a biblioteca de um dos serviços mais contestados desse universo. Destas, quatro milhões jamais foram ouvidas.

A aplicação Forgotify resolve este dilema, reproduzindo, de forma aleatória, algumas destas músicas até então esquecidas, avança o Wired.

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