Estórias imperdíveis: se a memória não me falha

Temos todos memória curta. Histórica, política, económica e social. Esta semana, estórias de como o arquivo é só mais um dos tecidos a corromper. Ainda confia nas suas lembranças? 

Afinal, a memória é mais maleável do que aquilo que se pensava.

O novo documentário da série NOVA da PBS, Memory Hackers, reúne um conjunto irreverente de especialistas dedicados à edição, remoção e implantação de memórias no cérebro humano.

Na Universidade de South Bank, em Londres, Julia Shaw trabalha num novo sistema de criação de recordações, completamente, ficcionais. 

Shaw é mesmo capaz de fazer o paciente lembrar com convicção a autoria de um crime [que não cometeu].

As memórias, concluem os especialistas, estão em constante evolução não só de face às decisões pessoais, mas, também, em resultado do contacto com os outros.

O que agora se discute é o método de controlo desses processos de desestabilização do arquivo.

André Fenton, um prestigiado neurocientista que colabora com o documentário, dedica-se, por outro lado, à eliminação de memórias dolorosas.

“Esquecer é, provavelmente, uma das tarefas mais importantes do cérebro”, confirma Fenton, no The Telegraph.

É nesse sentido que Merel Kindt investe na pesquisa de medicamentos capazes de remover associações negativas. As fobias, cuja origem pode ser ligada à memória, são um dos principais alvo do investigador.

Há, por outro lado, quem esqueça sem auxílio de Fenton ou Kindt. O desgaste cognitivo, conclui um novo estudo, é mais comum naqueles que sofrem de excesso de peso.

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Um grupo de investigadores da Universidade de Alabama, nos Estados Unidos da América, encontrou uma conexão molecular entre a obesidade e as perdas de memória.

O excesso de peso já tinha sido apontado como factor de risco para a vida cognitiva, particularmente para os indivíduos de meia idade, relembra a Scientific American.

Hoje, a obesidade é tomada como inibidor da memória espacial, sustentada pelo hipocampo cerebral, e de quatro genes específicos associados à formação de lembranças.

Estas descobertas, ainda que precoces, estimulam, além de tudo, a pesquisa no sentido da possibilidade de recuperação das memórias daqueles afectados.

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