Estórias imperdíveis: vigilância ou censura?

Mais do que nunca empenhados na protecção da nossa presença digital, fechamos com facilidade os olhos às políticas de filtragem e segurança responsáveis pelo progressivo emagrecimento da liberdade deste espaço. Esta semana, estórias de como a vigilância está a corromper esta terra de ninguém.

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O bloqueio de anúncios publicitários imbutidos em sites menos confiáveis e a denúncia dos botões falsos de download constituem, a partir de quarta-feira, um novo passo na política de segurança do Google.

Em Novembro, a campanha de protecção dos utilizadores garantira o encerramento de algumas das páginas acusadas de engenharia social, isto é, de se promoverem enquanto instituições confiáveis apenas para extrair dados pessoais aos visitantes.

As novas medidas contribuem, assim, para a luta contra a publicidade nefasta, bem como contra as máscaras que algumas páginas tendem a assumir.

É possível, ainda, que alguns sites sejam bloqueados mesmo que estes anúncios não passem de uma invasão não autorizada pelos seus administradores, confirma a Fast Company.

A demanda pela segurança digital salta do seu browser para uma das redes sociais mais populares, o Twitter, e para a sua nova política de combate ao conteúdo jihadista.

Twitter

Em pouco mais de seis meses, 125.000 contas associadas a organizações terroristas ou ao autoproclamado Estado Islâmico foram encerradas.

Hoje, o Twitter anuncia a intensificação dessa vigilância, aumentando as equipas de avaliação dos relatórios da plataforma.

Espera-se, assim, diminuir o período de reacção à promoção de actos criminosos.

As equipas estão encarregues não só de bloquear utilizadores perigosos, mas, também, de identificar outras contas, potencialmente, ameaçadoras.

Os esforços da rede social tem resultado no crescimento do número de suspensões, na alteração do tipo de actividade e na problematização da política de liberdade de expressão da plataforma, avança a The Atlantic.

A discussão inflama-se, particularmente, face à colaboração do Twitter com as agências nacionais de defesa e segurança.

Do outro lado do oceano, o holofote centra-se, igualmente, no acesso privilegiado destas instituições de protecção aos dados dos cibernautas.

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Entra, este domingo, em vigor a nova lei de vigilância digital, aprovada, esta semana, por Andrzej Duda, presidente da Polónia.

As novas directivas exigem das empresas de telecomunicações a entrega de metadados de todos os seus consumidores e autorizam o acesso dos agentes da lei ao histórico pessoal de cada utilizador.

A medida pretende regular o uso deste género de informação pelos organismos de segurança, exigindo a apresentação de relatórios detalhados acerca dessa utilização.

O acesso incondicional aos dados pessoais digitais dos cidadãos, isto é, mesmo daqueles cuja actividade está longe de ser criminosa, é um dos estandartes da luta contra esta nova lei, anuncia a New Europe.

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