Salada de estórias: 11 de Janeiro

A entrevista de Sean Penn a El Chapo, a operação de imigração do Estado Islâmico na fronteira da Síria com a Turquia e o segundo dia de campanha para as presidenciais marcam esta segunda-feira a par de duas outras estórias bem menos convencionais.

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Isto não é real, mas é a realidade

Mais de um trilião de fotos captadas em 2015. Destas, por dia, mais de 80 milhões carregadas para o popular Instagram.

Na era em que o telemóvel fez de todos nós fotógrafos e em que as redes sociais nos concederam o espaço de exibição que tanto desejávamos, que é feito dos artistas de verdade?

A nova exposição do MoMA (Museu de Arte Moderna nova-iorquino), Ocean of Images: New Photography in 2015 [Oceano de imagens: Nova fotografia em 2015, em português], coloca, exactamente, essa questão, apresentando as respostas inteligentes e inusitadas de 19 jovens fotógrafos.

“O resultado é, simultaneamente, divertido e inquietante”, escreve George Pendle, na Intelligent Life.

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Entre montagens desconcertantes e manipulações estranhas, surge a certeza de que hoje a potencial maneabilidade da fotografia é mais flagrante do que nunca.

A elisão – o movimento de enquadrar e recortar a realidade – sempre lhe fora intrínseca, é verdade, mas há na nova forma de encarar esta arte uma liberdade criativa diferente.

As fotografias não são de confiança, diz o programa e as 500 páginas de cada um dos 12 volumes da obra de Mishka Henner (2011) que, numa instalação videográfica, mostra como do folhear do sistema solar captado resulta, simplesmente, uma total escuridão.

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A hijab está na moda?

Sob as reservadas abayas, há muito que vivem as grandes casas de luxo do mundo da moda.

Agora, esses nomes vibrantes vão passar a estar estampados no vestuário exterior dessas mulheres elegantes.

Esta semana, a ilustre Dolce&Gabbana apresentou uma nova colecção. Desta feita, particularmente, dirigida aos gostos e costumes das consumidoras muçulmanas.

As colecções cápsulas dedicadas a este público não são novidade.

DKNY, Oscar de la Renta, Tommy Hilfiger e Mango tinham-o feito, significativamente, durante o Ramadão.

Esta nova aposta da D&G surge, contudo, num momento essencial da discussão acerca da relação da moda ocidental com o islamismo.

Hijabs e abayas são peças, repentinamente, comuns na cultura europeia-americana, avança a The Atlantic.

Pensar numa linha de alta costura, inteiramente, reservada ao mercado oriental é, além de tudo, admitir compatibilidade estética e produzir, eficazmente, uma união social.

Embora, aparentemente, supérfluo, este passo não é só importante para a indústria da moda.

Há nesta transversalidade do consumo uma porta relevante para o diálogo global.

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