Estórias imperdíveis: Quem precisa de uma mão?

Entusiasmados com a esperança que cada novo ano parece despertar, curvamo-nos mais e mais sobre nós mesmos. Que 2016 lhe alargue os horizontes. Afinal, ajudar quem precisa até à saúde faz bem!

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Todas as noites, mais de 2000 restaurantes da McDonald’s na Ásia Oriental transformam-se em abrigos solidários para aqueles que não têm outro tecto.

Secos, limpos e repletos de refeições inacabadas, os espaços acolhem muitas das vítimas de um sistema que, ao fim de dez dias, recusa auxílio.

Na China, por exemplo, é esse o prazo máximo de estada nas instituições para sem abrigos.

Beijing e Hong Kong são, por isso, dois dos principais pólos desta acção da McDonald’s, avança o The New York Times.

Chamam-lhes McRefugiados e encontram nos assentos acolchoados conquistas incomensuráveis.

Ao nascer do Sol, regressam à invisibilidade, num país pouco disposto a estender-lhes a mão, um gesto agora comprovado como repleto de benefícios para a saúde.

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Aqueles que se voluntariam tomam decisões relativas à sua saúde diferentes daqueles que não o fazem. Quando cuidamos de nós próprios, estamos aptos a cuidar do próximo”, explica Sara Konrath, investigadora.

Até à data, o voluntariado tinha sido apontado como potencial redutor do risco de mortalidade em 24 por cento. 

Hoje, Konrath e Eric Kim, seu parceiro no estudo que agregou mais de 7000 participantes com mais de 50 anos, sugerem que os voluntários passam menos 38 por cento noites no hospital.

Aos benefícios sociais dos programas de solidariedade adicionam-se, assim, as imensas vantagens económicas e salutares.

Estas actividades podem estimular a prevenção, o que, por seu turno, fomentaria a liquidez do sistema de saúde, comenta a The Atlantic.

Redução de peso, aumento da flexibilidade, melhoria da memória e atenuação dos sintomas de depressão são possíveis efeitos do voluntariado.

A chave, defende Kim, está no encontro de um sentido de propósito, daí serem vantagens de que não podem desfrutar aqueles que mascaram o egoísmo sob o altruísmo.

Apenas aqueles que o fazem pelo próximo e não por si próprios conseguem melhorar a sua qualidade de vida.

Mais: Why are so few film critics female por Katie Kilkenny, na The Atlantic.
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