Salada de estórias: 28 de Dezembro

A tomada de Ramadi, centro governamental do Estado Islâmico, pelas forças iraquianas, a morte do artista plástico Ellsworth Kelly e a indemnização de 80 mil a Abílio Guedes, condenado no processo Face Oculta, pela Refer marcam esta segunda-feira a par de duas outras estórias bem menos convencionais.

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Coreia do Norte aposta no seu próprio sistema operativo

Paranóico e invasivo, o sistema operativo usado pelos computadores da Coreia do Norte foge aos padrões ocidentais, propondo novas novas de encriptação e vigilância.

Florian Grunow e Niklaus Schiess, colaboradores da empresa informática alemã ERNW, garantem ao The Guardian, que o actual modelo computacional em causa é resultado de uma década de trabalho.

A versão, actualmente, utilizada foi projectada em 2013, segue as linhas-mestras do Linux e não permite a conexão à rede mundial de Internet.

A intranet norte-coreana proporciona, somente, o acesso aos produtos mediáticos estatais e a alguns sites, oficialmente, aprovados pelo regime.

O sistema operativo Red Star denuncia, ainda, qualquer tentativa de alteração das definições básicas de segurança.

O combate à pirataria digital e ao tráfico de media ilegais – popular na Coreia do Norte sobretudo através de troca de cartões de memória – é, por outro lado, consolidado com a impressão em cada ficheiro de uma marca que o torna, irremediavelmente, rastreável.

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Recriar um lendário rio hindu já em 2016

15 quilómetros do futuro leito do mítico rio hindu Saraswati, a norte de Nova Deli, já foram escavados.

Quase quatro metro de largura e dois metros e meio de profundidade descrevem a silhueta do ambicioso projecto que desaguará no Mar Arábico.

Em Fevereiro, tinha sido anunciada a investigação pelo rio perdido.

Em Maio, um trabalhador da iniciativa encontrou água num dos poços, entretanto, criados.

Hoje, essa fonte é um local de peregrinação e o renascimento do Saraswati já está agendado para 2016.

Através do desvio de um rio sazonal para um reservatório que, posteriormente, abastecerá a rota lendária do rio hindu, a equipa espera irrigar centenas de quilómetros de terrenos áridos.

A rapidez com que o Saraswati tem sido recriado é inédita, na Índia, o que reflecte o interesse político que lhe está subjacente, explica a Bloomberg Business.

“Se nem conseguimos proteger os nossos actuais rios… esta seria uma estratégia melhor do que procurar um rio perdido”, comenta Ashok Gulati, economista agrícola do Indian Councial for Research.

Pelo menos 100 dos 387 rios indianos estão, segundo a Comissão Central Aquífera da Índia, contaminados por metais tóxicos.

A ressurreição do Saraswati representa, contudo, mais do que a valorização destes recursos; é uma verdadeira demanda no sentido da consolidação da religião hindu nesta nação com cerca de 172 milhões de muçulmanos.

Mais: Brutal Bolshoi: inside the troubled world of Russia’s legendary ballet por Carmen Gray, no The Guardian | How to make a diamond necklace por Melanie Grant, na The Intelegent Life.
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