Salada de estórias: 21 de Dezembro

A venda do Banif ao Santander Totta, a vitória minoritária dos conservadores, na eleições espanholas e a morte de 91 pessoas provocada por um deslizamento de terra, na China, marcam esta segunda-feira a par de duas outras estórias bem menos convencionais.

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Filtrar o sangue, curar o cancro

Uma inovadora técnica de diagnóstico do cancro será, potencialmente, convertida num método de filtragem sanguínea responsável pela eliminação das células afectadas.

Trata-se de uma espécie de “diálise para o cancro“, que não só permite  o aceleramento do processo de identificação da patologia, mas também poderá a possibilitar a erradicação das células cancerígenas que os tumores inserem na corrente sanguínea.

Toda a reserva sanguínea do paciente poderá ser filtrada“, explica Majid Warkiani, líder da equipa de investigação da Universidade de Novo Gales do Sul à Quartz.

O tratamento poderá diminuir “drasticamente” a taxa de mortalidade destes pacientes.

Por enquanto, o sistema enquanto ferramenta de diagnóstico está em fase de estudo clínico no Reino Unido, na Austrália e nos Estados Unidos da América.

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Raptar, treinar, casar: o caminho da Coreia do Norte até ao poderio

“Uma vez unida a Península sob o comando do General Kim Il-sung, uma extraordinária nova era começará”, disse-lhe o raptor.

Em 1946, o líder norte-coreano acreditava que o transporte de 500.000 habitantes da Coreia Sul seria uma contribuição incomensurável ao seu projecto de dominação territorial.

Kim Jong-il, que substituiria o seu pai na liderança da nação, expandiu o programa.

O Japão passou a ser o espaço de eleição para estes raptos em nome do regime.

A Kaoru Hasuike, levado em 1978 para a Coreia do Norte, foi explicado que ensinaria o idioma japonês aos espiões coreanos e que ele próprio se tornaria num agente dos serviços secretos infiltrado no Japão.

Hasuike transformou-se num tradutor do regime. Todas as semanas, pilhas de revistas e jornais chegavam à sua cómoda habitação.

Entre as marcas da censura e os círculos que indicavam que artigos traduzir, discorria um dos exercícios responsáveis pela consolidação da narrativa oficial.

Raptados, enganados ou, simplesmente, iludidos com a promessa de bons trabalhos, centenas de japoneses chegaram à Coreia do Norte.

Até hoje, apenas cinco destes últimos foram recuperados, confirma a The New Yorker.

Ao Programa de Raptos juntou-se o Programa de Casamentos.

As segundas gerações de deslocados constituíam, por fim, as massas ideais de espiões.

Racialmente, ambíguos, fluentes em Japonês e completamente à mercê do regime, os filhos dos Programas cresciam sob a alçada rígida de um Estado que deles esperava uma grande vantagem político-militar.

As negociações para a libertação das vítimas desta manobra começaram em 2002. Hoje, resistem, contudo, grupos de apoio ao programa.

Para ouvir: Buzzcut season de Lorde
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