Salada de estórias: 07 de Dezembro

A vitória da extrema-direita nas eleições regionais francesas, a morte de 32 militantes do Estado Islâmico na sequência das ofensivas aéreas, na Síria e a entrevista de António Costa ao Público marcam esta segunda-feira a par de duas outras estórias bem menos convencionais.

_87043695_976xcrimsonpeakhi029643746

Na China, os fantasmas são armas políticas

O filme Crimson Peak de Guillermo del Toro não chegará à China.

Os fantasmas que nele desfilam estimularam este ato de censura justificado pelos princípios seculares do Partido Comunista.

À BBC, a artista Aowen Jin explica que a tradição chinesa há muito que dita o uso político de espectros.

Os espíritos maléficos, frequentemente, simbolizam os governos corruptos. Os fantasmas tornaram-se numa arma política acessível a qualquer um e de difícil controlo“, comenta.

A facção conservadora que, hoje, lidera a República Popular poderia, portanto, explicar a censura ao filme protagonizado por Mia Wasikowska, mas Jin defende que esta restrição tem um origem diferente da anunciada.

A recente vaga de revisão das séries televisivas chinesas e a consequente eliminação de todos os planos onde perfilam decotes óbvios indicia esta justificação alternativa.

Para Jin, a censura ao trabalho de del Toro é fruto dos temas sexuais e incestuosos abordados, não do envolvimento de fantasmas, como declarara o governo.

A Internet e o tráfico ilegal de filmes permite, contudo, aos cidadãos chineses romper com este controlo censório.

3021459-poster-p-1-insights-from-marathon-training-for-creating-great-perform

Correr encolhe o cérebro

900 quilómetros depois, menos 6% do cérebro resta aos corredores.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Ulm, na Alemanha, acompanhou 44 participantes da ultra-maratona entre Itália e Noruega em 2009, concluindo a diminuição da área cerebral activa em sequência deste exercício físico desafiante.

Ainda incertos quanto às razões que motivaram esta alteração, os cientistas apontam a fatiga, a sub-nutrição e a falta de estimulação cerebral – já que, durante 64 dias, os corredores pouco mais observaram do que estradas – como potenciais explicações.

Seis meses após o exercício, os corredores recuperaram a actividade cerebral afectada (somente, registada nestes cenários limite).

Os investigadores concluíram, ainda, que a regeneração da cartilagem – a matéria óssea que absorve o choque envolvido neste desporto – é iniciada não somente durante o período de repouso.

Demonstramos, pela primeira vez, que a cartilagem consegue ser regenerada durante a corrida“, confirma Uwe Schutz, na Quartz.

Mais: Photos of the week, na The Atlantic.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s