Estórias imperdíveis: fazer da infertilidade um mito

Dos Estados Unidos da América ao Japão, multiplicam-se as medidas de combate à infertilidade. Esse pesadelo em potência que arrasa casais, sonhos e corações está, assim, lentamente, a conhecer um inimigo à sua altura: a bravura científica.

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Nos próximos meses, a Cleveland Clinic consagrar-se-á o primeiro estabelecimento norte-americano a realizar transplantes uterinos, uma medida inovadora no combate à infertilidade.

Mulheres nascidas sem útero (mas com ovários) ou vítimas de danos neste órgão vital à maternidade poderão recorrer a esta técnica já testada com sucesso na Suécia.

As potenciais mães norte-americanas receberão úteros de doadoras falecidas que, após o geração dos filhos planeados (um ou dois por mulher), terão de ser removidos face ao risco de rejeição ou infecção.

A equipa sueca fora mais longe: recorrera a órgãos de mulheres no pós-menopausa para demonstrar a possibilidade de “rejuvenescimento” deste órgão, quando inserido num corpo jovem.

Nessa ocasião, nove mulheres receberam o transplante. Quatro foram mães.

Hoje, oito começaram o complexo processo na Cleveland Clinic. Após a cirurgia, esperarão um ano até que a fertilização in vitro encontre nos seus corpos ambientes receptivos, explica o The New York Times.

Do outro lado do mundo, no Japão, são os homens os pacientes da coragem científica.

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Doze homens, inicialmente, inférteis foram pais, após a fertilização dos óvulos das suas companheiras com espermatídios redondos, células cujo estado incipiente de desenvolvimento significa, por norma, a impossibilidade da paternidade.

A técnica ROSI possibilitou, assim, o nascimento de 14 bebés após a injecção de 76 óvulos, electricamente, estimulados com espermatídios de homens dos 22 aos 46 anos.

Alley Pacey, professor na Universidade de Sheffield, salienta, contudo, no The Guardian, que 1% da população masculina infértil permanecerá incapaz de ultrapassar este problema.

Para combater o declínio demográfico no Japão, está, ainda, previsto o alargamento dos subsídios para tratamentos à infertilidade masculina.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Estado Social, avança o Asian Review, pretende que, a partir deste mês se implemente o programa, cujo objectivo é erguer a taxa de fertilidade para 1.8 filhos por mulher.

Por ano, 100 000 mulheres japonesas usufruem destes tratamentos subsidiados. Estima-se que, uma vez implementada, a nova medida abrangerá um número semelhante de homens.

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