Estórias imperdíveis: como acabar a Jihad

Destroem, pilham e assassinam em nome de um poder que, há muito, andavam, flagrantemente, a desejar. Aos militantes do Estado Islâmico pouco são os limites impostos. Como poderá a oposição reunir a força suficiente para os calar?

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O Estado Islâmico disse-nos exactamente o que iria fazer e depois fê-lo”, escreve, esta semana, David Ignatius na The Atlantic.

Parar esta conspiração secreta que, por uma década, se escondeu à vista de todos é uma das mais árduas tarefas deste século.

O Estado Islâmico, que, perigosamente, associa a reverência ao Profecta às redes sociais e à eficácia da comunicação digital, tem conquistado terreno, mantendo-se sem oposição pela divisão sentida no seio dos grupos que o contestam.

Ignatius defende que a união de curdos, sunitas iraquianos e xiitas seria, de facto, a solução vencedora nesta batalha.

O futuro deste confronto, verdadeiramente, alargado à escala mundial depende, por isso, do modo como o sistema é administrado, isto é, da forma como as rixas étnicas e religiosas são atenuadas em prol de um objectivo comum.

Separados, os opositores conseguem, somente, oferecer resistência. O autoproclamado califado mantêm-se, porém, intacto.

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Protesto anti-israelita organizado pelo Hamas e pelo E.I.

Neste mesmo sentido, às tropas que, actualmente, o governo iraquiano sustenta faltam recursos e experiência.

A sua vulnerabilidade é um convite à vitória do Estado Islâmico, reforça Lisa Blaydes e Martha Crenshaw, na The Atlantic.

Mais, mesmo que o poder militar governamental conseguisse dominar as áreas ameaçadas pelo grupo terrorista, a estabilidade política seria, ainda, uma realidade distante.

Enquanto curdos, sunitas e xiitas não se decidem pela força que juntos teriam, o Hamas e o Estado Islâmico, reporta a Albawaba News, estão a preparar novos métodos de ataque contra Israel.

“Não vamos aceitar que, apenas, um dos lado sangre”, anunciou Khalid al-Batsch, líder islâmico da Jihad, apelando ao fim da resistência que as autoridades palestinianas têm oferecido face à ocupação do território israelita.

Mais: Caught in the shadow of war por Bassam Khabieh, na Reuters.
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