Estórias imperdíveis: mundos possíveis a descobrir

Mudança. Essa bomba escandalosa que parece ser, frequentemente, sufocada pelo poder instituído começa, esta semana, a trazer alguns resultados. Da luta feminista no Espaço à multiplicação de Terras habitáveis, os mundos possíveis – terrestres ou alienígenas – ocupam a ribalta, exigindo dez minutos da sua atenção. Conceda-os:

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Nas últimas cinco décadas, o Programa Espacial Russo enviou, apenas, quatro mulheres para o espaço. Hoje, está a planear uma missão à lua inteiramente feminina.

Esta semana, o Instituto de Problemas Biomédicos da Academia Russa das Ciências inaugurou a época de testes, que durará oito dias, responsável pela selecção das melhores candidatas.

Seis cientistas estão, assim, a viver as mesmas condições com as quais têm de lidar os astronautas durante as missões espaciais.

A confirmação das capacidades destas mulheres é o primeiro passo na preparação da viagem pioneira à lua, desta vez inteiramente comandada por astronautas femininas, em 2029, avança a The Quartz.

Embora estejam prestes a romper com o paradigma machista que reina neste campo científico, na Rússia e em muitos outros países que se dizem mais liberais – nos Estados Unidos, a igualdade continua a ser polémica – estas colaboradoras estão já a ser atacadas pela comunicação social da nação de Putin, que, desde o anúncio destes testes, tem antevisto o seu falhanço.

Como irão lavar o cabelo, fazer a maquilhagem e sobreviver sem homens? Perguntam os órgãos. Duas donas de casa numa cozinha não dará bom resultado, sentenciam. 

“Estamos a trabalhar. Quando se está a trabalhar, não se pensa em homens ou mulheres”, responde, certeiramente, Anna Kussmaul, participante do programa e seguidora do legado de Valentina Tereshkova, a primeira mulher no espaço, em 1963.

Kussmaul irá, por isso, explorar um universo onde há matéria suficiente para criar, pelo menos, um bilião de triliões de “Terras”, mundos possíveis, férteis e propícios ao desenvolvimento de vida inteligente.

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Há, no mínimo, 92 por cento de hipóteses de que a nossa não será a única civilização que este universo terá“, declaram Peter Behroozi e Molly Peeple, astrónomos no Space Telescope Institute, em Baltimore.

O seu mais recente estudo sugere que a Terra que habitamos e a vida da qual desfrutamos é, somente, o início de uma tremenda vaga de planetas potencialmente habitáveis em todo o universo.

No futuro, o universo alojará mais de dez vezes o número de planetas que, actualmente, alberga, anuncia a The Atlantic.

O bilião de mundos, possivelmente, semelhantes ao nosso que hoje já se acredita existirem só na nossa galáxia passará, proporcionalmente, nessa ocasião, a dez biliões.

Estes serão planetas, cujas características poderão estimular o desenvolvimento de vida inteligente, que, como salientam os astrónomos, não será, necessariamente, análoga aos modos de humanidade terrestre.

Mais: China to end one-child policy and allow two, na BBC.
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