Salada de estórias: 26 de Outubro

A glória do Sporting, na Luz, o falecimento do designer Ricardo Mealha e a vitória da direita-direita, na eleições polacas marcam esta segunda-feira a par de duas outras estórias bem menos convencionais.

B

Lego censura artista chinês

Ai Weiwei, que, em 2014, criou 175 retratos de figuras políticas dissidentes – de Mandela a Snowden – no chão da infame ex-penitenciária de Alcatraz, em São Francisco, nos Estados Unidos – viu a sua encomenda ser rejeitada pela Lego.

“Os blocos não podem ser utilizados em nenhuma obra de arte política, religiosa, racista, obscena ou difamadora”, defende a empresa, segundo a BBC.

Weiwei pretendia reproduzir, na Galeria Nacional de Melbourne, na Austrália, o feito norte-americano, quando percebeu que a companhia do lendário brinquedo não permitiria a sua utilização.

“A Lego tem grande influência política e cultural. A recusa da venda é um ato de discriminação e censura”, confirma o artista chinês já conhecido pelo seu arrojo e determinação.

A

A inteligência artificial é uma ciência machista

As mulheres devem permanecer um mistério“, respondeu Stephen Hawking a uma questão colocado por um utilizador curioso do Reddit.

Em 2011, apenas 18% das licenciaturas em computação foram entregues a mulheres, comenta a Quartz.

O verdadeiro perigo que anda a pairar sobre o reino da investigação da inteligência artificial parece não ser a revolta iminente dos robots, mas a falta de diversidade nas equipas que os estão a criar.

A homogeneidade científica pode, mesmo, ameaçar a eficácia destas próteses pensantes, que, congeminadas somente por homens, não terão em conta as necessidades e características dos grupos minoritários.

“O diálogo é importante para que as ideias que estão em minoria possam ser incorporados no trabalho”, reforça Heather Knight, uma estudante de doutoramento, no Instituto de Robótica de Carnegie Mellon.

Marie desJardins, professora de computação na Universidade de Maryland salienta “que a nossa cultura perpetua a noção de que as mulheres são misteriosas e imprevisíveis.”

“É complicado compreender as pessoas”, riposta a cientista ao comentário despropositado de Hawking.

Mais: Drew Barrymore: “My mother locked me up in an institution at 13. Boo hoo! I needed it!” por Simon Hattenstone, no The Guardian.

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2 pensamentos sobre “Salada de estórias: 26 de Outubro

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