Estórias imperdíveis: o código das milionárias

A codificação, a tecnologia e as mulheres dominam o mundo. Das origens das grandes revoluções à acumulação de tremendas fortunas, as protagonistas desta semana subvertem o esperado, destronam os homens e enchem de esperança as minorias que aguardam pela sua vitória.

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Na mesma semana que a Wired decide relembrar a pioneira do software assíncrono Margaret Hamilton, Ada, condessa de Lovelace, assume especial destaque nas páginas eloquentes da Intelegente Life.

“A computação não tem muitas heroínas, mas as que tem foram mulheres tão apaixonadas que ultrapassaram todas as barreiras que a sociedade lhes apresentou“, escreve Emma Duncan.

No século XIX, Ada sonhara em construir uma máquina voadora e acabara por escrever o primeiro algoritmo do mundo a ser utilizado por uma máquina.

A primeira programadora da História pensou a Nota G, responsável pela organização sequencial dos números de Bernoulli (uma sequência de números racionais), ao mesmo tempo que congeminava o paralelismo possível entre a codificação e as cadências musicais.

Um século depois, Hamilton asseguraria a chegada do mesmo à lua com essa mesma ferramenta: o código.

Num mundo dominado por homens, a programadora norte-americana distinguiu-se da multidão com o seu software inovador, capaz de hierarquizar tarefas e promover o funcionamento assíncrono dos vários processos.

Minutos antes da alunagem da missão Apollo 11, que levaria Neil Armstrong ao satélite e os Estados Unidos à vitória da corrida ao espaço, a inundação do sistema da nave por informações, erradamente, recolhidas pelos radares prometia impedir o normal funcionamento dos procedimentos de poiso.

O software assíncrono de Hamilton conseguiu, contudo, ignorar essa informação nefasta, rompendo com a linearidade até então dominante neste campo.

Lovelace e Hamilton são dois dos grandes testemunhos que, ainda, hoje continuam a inspirar gerações de sonhadores.

Zhou Qunfei deixou a escola aos 16 anos, levando consigo a certeza do insucesso associado à sua condição feminina.

Hoje, está no topo da lista das mulheres mais ricas do mundo. A tecnologia, particularmente o ecrã táctil, fez dela uma das mulheres mais bem sucedidas do seu ramo.

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De acordo com o centro de investigação Hurun Report, oito em cada dez milionárias nasceu na República Popular Chinesa.

Qunfei, fundadora da Lens, a empresa responsável pelo fabrico dos ecrãs para os dispositivos móveis, espelha e domina essa tendência.

As empreendedoras chinesas, da tecnologia à construção, valem três vezes mais do que as empresárias das restantes nacionalidades – sobretudo, norte-americana e britânica – contempladas neste relatório, assegura a The Atlantic.

Para ouvir: At the mall de David Torn
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