Estórias imperdíveis: quem financia a Jihad?

A destruição do Arco do Triunfo e a ameaça de bombardeamento do Anfiteatro Romano, ambos na cidade síria de Palmira, trazem à discussão, mais uma vez, o absurdo reinado de terror mantido pelo autoproclamado Estado Islâmico. Golpe depois de golpe como continua a resistir este grupo e quem o financia?

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Por dia, o Estado Islâmico arrecada cerca de 100 mil euros, só no pagamento de resgates para a libertação de reféns, salienta a Renascença.

A exploração petrolífera, uma vez a maior fonte de rendimento do grupo armado, chegou a garantir-lhe um a dois milhões de lucro diário.

A destruição de alguns poços de extracção e a recente queda do preço dos combustíveis terá ameaçado, segundo as Nações Unidas, essa abundância, que, de imediato, foi colmatada pelo intensificação do contrabando de antiguidades.

O Estado Islâmico é hoje, fortemente, financiado pelo roubo de artefactos milenares conservados na Síria, avança a CBS News.

Os documentos encontrados junto do corpo de Abu Sayyaf, o traficante de arte da grupo terrorista morto, em Maio último, pelas Forças Especiais norte-americanas, revelam transacções de largas centenas de milhões de dólares.

O que o Estado Islâmico não pode pilhar, destrói.

O roubo de bancos, a venda de drogas ilícitas e o saque de museus são outros dos patrocínios da missão jihadista, confirma o Egyptian Streets.

Gunter Meyer, director do Centro de Investigação da Universidade de Mainz, na Alemanha, acredita que “uma das mais importantes fontes de rendimento do grupo são os países do Golfo Pérsico, particularmente a Arábia Saudita, o Catar, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos”.

O controlo de infraestruturas essenciais como celeiros, barragens e centrais eléctricas nos países que monopolizam rende-lhes, por outro lado, a oportunidade de impor impostos e taxas às populações, reforçando a sua liquidez financeira.

Em 2014, a Visão anunciava que o grupo se preparava para instalar um sistema de impostos, de contrabando de armas e carros e de sequestros e bloqueios de estradas, nas regiões sírias que começava, então, a dominar.

O petróleo, o tráfico de antiguidades, os raptos e a exploração das populações subjugadas são, contudo, apenas um dos lados desse financiamento imenso, que conta, ainda, com doações estrangeiras, que lhes permite sustentar a máquina de terror e evitar a corrupção interna através da boa remuneração dos envolvidos.

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