Estórias imperdíveis: vamos viver em Marte?

A resolução do mistério de Marte – trivialmente, conhecida como a descoberta de água líquida no planeta vermelho – levou, esta semana, os nossos olhares aos céus e os nossos pensamentos à óbvia e ansiosa questão: quando nos mudamos de planeta?

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A casa de gelo em Marte, uma estrutura triangular que seria construída, exclusivamente, por robots, valeu à equipa de designers da Clouds Architecture Office, uma sociedade de arquitectura nova-iorquina, o primeiro lugar no concurso promovido pela Agência Espacial Norte Americana (NASA) para os melhores habitats humanos no planeta vermelho.

Esta civilização erigida sem qualquer intervenção humana, não só garantiria [garantirá] a sobrevivência dos exploradores, como, também, preservaria a sua saúde psicológica.

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As áreas periféricas do edifício receberiam mais luz, reproduzindo a experiência do ar livre, explica Michael Morris, um dos líderes do projecto ao Wired.

Para os vencedores, a possibilidade de viver em Marte tem de ultrapassar o desejo de sobrevivência e assegurar algum conforto a quem se arriscar nessa aventura.

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Essa viagem pode, contudo, não ser mais do que um regresso às origens.

“Uma das possibilidades que os cientistas têm discutido é a de que podemos ser todos marcianos“, revela Andrew Smith, autor de Moondust: in Search of the Men Who Fell to Earth, ao The Independent.

Há biliões de anos, Marte teria um ambiente muito mais adequado ao desenvolvimento da vida humana do que a Terra. 

A transferência para o planeta azul teria sido conseguida, mais tarde, com o embate de um meteorito.

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Evitar que o processo inverso de contaminação aconteça, isto é, que a presença humana em Marte possibilite o desenvolvimento de certas formas de vida, é um dos principais obstáculos ao estudo dos indícios que a NASA apresentou esta semana.

A vida terrestre tem-se revelado, extremamente, resiliente e, por isso, propícia à proliferação sob condições inóspitas.

Áreas mais quentes e húmidas, grutas, calotas de gelo e regiões com intensa actividade vulcânica constituem os anfitriões ideais, estando, por isso, interditos à investigação espacial.

“Mesmo que a NASA tivesse absoluta certeza acerca da existência de água líquida em Marte, não poderia empreender qualquer exploração”, salienta a Quartz, relembrando  o Tratado do Espaço Sideral de 1967.

Segundo o acordo, qualquer missão próxima de uma fonte de água deve ser impedida de modo a prevenir a sua contaminação com vida terrestre.

As descobertas publicitadas esta semana parecem, por isso, não passar de pistas que não podem ser, oficialmente, confirmadas ou exploradas.

Para 2030, está, porém, prevista uma missão humana a Marte que, inevitavelmente, contrariará esse tratado e contaminará este possível segundo lar.

Mais: Marte: a casa que receberá astronautas por 6 meses, no Observador.
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