Salada de estórias: 28 de Setembro

Os primeiros ataques aéreos da França contra a presença do Estado Islâmico na Síria, a vitória dos independentistas, na eleições da Catalunha e o final da visita histórica do Papa Francisco aos Estados Unidos marcam esta segunda-feira a par de três outras estórias bem menos convencionais.

Salada 1

A cavalgar até à escola

Em Karachi, a cidade mais populosa do Paquistão, sobram, somente, algumas dúzias de vitórias.

No seu auge, mais de mil ocupavam as ruas atarefadas da nação, conduzindo famílias, turistas e altos dirigentes aos seus respectivos destinos.

Hoje, um punhado de crianças desfruta deste meio de transporte tão pouco usual, cuja tarifas mensais ascendem às 500 ou 600 rupias paquistanesas.

Vestígios do passado colonial do país, estas carruagens transportam, essencialmente, alguns dos estudantes das principais escolas católicas da capital da província de Sind.

Embora se evidenciem pelo seu tamanho no tráfego dominado por automóveis e motos velozes, as vitórias sucedem na sua missão, apanhando, por vezes, alguns curiosos que pouco adicionam ao diminuto rendimento dos condutores.

O serviço prestado às escolas é o que lhes garante um salário estável, no final do mês, confirma o The Guardian.

O meio de transporte em vias de extinção continua, contudo, a manter a sua popularidade junto dos mais novos, que apreciam a oportunidade de respirar ar livre, mesmo quando a chuva ataca.

salada 2

O Hitler em casa [e que bela casa]

Simplicidade e bom gosto eram as linhas-mestras do trabalho de Gerdy Troost, decoradora de Hitler e, consequentemente, peça fulcral na máquina propagandista do seu regime.

Troost, cujo trabalho é agora analisado em Hitler at home (Hitler em casa, em português) de Despina Stratigakos, projectara uma imagem de cultura e cavalheirismo para o líder, logo após Hitler ter assumido o poder do partido.

Em entrevista ao The Washington Post, Stratigakos revela ter encontrado nos arquivos da decoradora planos para a renovação doméstica de Hitler em conjunto com pedidos de ajuda de prisioneiros dos campos de concentração, enfatizando o seu poder político.

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Liberdade coada, no Líbano

Depois de 5 anos de lutas legais e recursos falhados, Khouri, Imam e Baki, fundadores da Samandal, uma revista de banda desenhada trilingue sediada em Beirut, capital do Líbano, foram condenados ao pagamento de 20 mil dólares.

Em 2010, a edição “Receitas libanesas para a vingança”, publicada em colaboração com a L’employé du Moi, uma editora belga, incluíra trabalhos europeus e árabes, alguns deles responsáveis pela “difamação” de figuras centrais da religião cristã.

Tarek Mitri, então Ministro da Informação, detectara o “excesso”, informando de imediato o Ministro da Justiça, Ibram Najjar, e desencadeando o longo processo de interrogatórios e acusações letais à liberdade de expressão cultivada na cidade em questão.

O país pode ter a imprensa mais liberal do mundo árabe, mas, reconhecendo a política volátil e a camuflagem dos diversos secretariados libaneses, os jornalistas e os artistas têm de trabalhar, gentilmente, os assuntos religiosos“, salienta a The New Yorker.

Em edições anteriores, os indícios eróticos haviam escapado a esta mesma censura que os condenou por atear um padre e um imã, nas suas páginas.

Mais: Fotos da Lua (e do eclipse) que foi o centro das atenções da noite, no Observador.

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