Estórias imperdíveis: amigos imaginários

Depois de três semanas de semblante sério e estórias preocupantes, regressa a leveza do costume com uma compilação agradável de novidades que prometem mudar o modo como você vê a arte, o cinema e o mundo em geral. Curioso?

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Já imaginou sentar-se ao lado do excêntrico Riggan? E que tal testemunhar, pessoalmente, o charme de Harry Hart?

Birdman (2014) e Kingsman (2014) são, apenas, dois dos mais de cem filmes que a 20th Century Fox quer levar ao espectador através dos óculos de realidade virtual.

Ainda sem nome, mas já com imensa fama, o dispositivo adaptado ao cinema incluirá, também, o sucesso Pulp Fiction (1994) e a sequela Jogos da Fome (2012), ambos produzidos pela Lionsgate.

Em 2016, o Oculus Rift, um investimento de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, estará, por fim, à disposição do consumidor comum.

Até lá, as primeiras experiências nesta área serão realizadas através do equipamento devolvido pela Samsung, avança a Fast Company.

Não são, contudo, somente as histórias virtuais as que, esta semana, têm revelo: os amigos imaginários de todos os dias ganham especial atenção com o projecto The art of wonder (“A arte de imaginar”, em português) pelo ilustre fotógrafo Alec Soth.

Soth/Museum Guards - PB Caption: Alec Soth

De regresso à sua cidade natal, o artista da agência Magnum decidiu entrevistar os seguranças de museus e galerias de arte, retratando-os em frente às suas obras-primas preferidas.

“Esta é uma janela incomum para os pensamentos privados que mantém os vigilantes ocupados enquanto desempenham as suas responsabilidades”, salienta a The New Yorker.

Prova viva de que não são precisos aparelhos de realidade virtual para mergulhar numa boa aventura, Whitney Sauer, uma jovem segurança, conta as histórias que congemina em torno da sala do Connecticut, a sua predilecta.

Soth/Museum Guards - PB Caption: Alec Soth

“Os proprietários sofreram mortes terríveis e agora vigiam todos os que nos visitam ou que aqui trabalham”, revela a profissional.

De regresso ao futuro, uma equipa de investigadores do Instituto de Max Planck, em Tubinga, na Alemanha, construiu uma gaiola suspensa capaz de reproduzir as forças que comandam o mundo através de um dispositivo de realidade virtual.

Se o Oculus Rift não convencer os mais cépticos de um universo, totalmente, diferente, esta estrutura alemã promete fazê-lo sem excepções.

A realidade virtual criada por este equipamento pretende, de facto, assemelhar-se ao mundo efectivo.

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Os cabos que controlam o equipamento são operados por mãos robóticas que conseguem fazer o utilizador sentir a queda, a subida ou o balanço sem nunca sequer se deslocar.

O simulador oferece novas possibilidades de estudar a percepção do movimento, estando prevista a sua aplicação ao campo da investigação neurológica“, confessa Bulthoff, membro desta equipa, à Quartz.

Zuckerberg prevê que estes aparelhos sofram um processo rápido de popularização, tornando-se aceitável usar um par destes óculos em público, nas próximas décadas.

Mais: What it means to be human por Yann Arthus-Bertrand , na The Atlantic.
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