Salada de estórias: 21 de Setembro

A vitória do Syriza, a visita do Papa Francisco a Cuba e a vitória da Espanha na final do Campeonato Europeu de Basquetebol marcam esta segunda-feira a par de duas outras estórias bem menos convencionais.

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Eles eram raparigas e agora são rapazes

Em Salinas, uma povoação isolada no sudoeste da República Dominicana, todos os anos nascem “meninas”, que, aos doze anos de idade, se tornam rapazes.

As crianças conhecidas por guevedoces sofrem de uma doença genética rara, que atrasa o crescimento dos seus órgãos genitais, provocando a sua estranha transformação durante a puberdade.

A ausência da enzima 5-α-redutase impede a produção do género específico de testosterona responsável pelo desenvolvimento destes órgãos, durante o processo de formação no útero da mãe.

Na adolescência, o segundo grande choque hormonal da vida do indivíduo desencadeia, por fim, o processo inibido na origem, desenvolvendo-se, assim, o aparelho reprodutivo masculino.

O que deveria ter acontecido no ventre, acontece doze anos depois“, escreve Sarah Knapton no The Telegraph.

O entendimento desta patologia proporcionou, por outro lado, alguns avanços no combate à calvície e à dilatação da próstata, estando, neste momento, a serem desenvolvidos fármacos à base desta hormona inibidora.

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Loira e [artificialmente] inteligente 

Em Novembro, milhões de Hello Barbie encherão as prateleiras das lojas de brinquedos de todo o mundo.

Loiras, esbeltas e artificialmente inteligentes, as novas bonecas ocuparão uma terceira categoria ontológica com a qual as crianças estão, segundos estudos, cada vez mais confortáveis: seres que são menos do que humanos, mas mais do que máquinas.

A nova versão de um dos brinquedos mais populares de todos os tempos é, até à data, o modelo mais avançado de utilização de inteligência artificial nesta área.

Em 1877, Thomas Eddison projectara o uso do fonógrafo nas primeiras bonecas chorosas. Hoje, o sonho de Gepeto está mais perto da sua realização do que nunca.

Embora não passe o Teste de Turing, a Hello Barbie é capaz de ouvir e conversar, seguindo o modelo avançado das notáveis Siri e Cortana, confirma a The New York Times Magazine.

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