Salada de estórias: 14 de Setembro

O arranque do ano lectivo, a imposição alemã do controlo da fronteira com a Áustria e o assassinato acidental de 12 pessoas pelas forças de segurança egípcias marcam esta segunda-feira a par de três outras estórias bem menos convencionais.

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Aylan Kurdi, símbolo da propaganda islâmica

A causa islâmica assume agora como destaque a fotografia de Aylan Kurdi, o menino sírio que morreu afogado, a semana passada, quando tentava chegar à Europa.

A mais recente edição da revista Dabiq, uma das publicações que integram o grupo de propaganda do Estado Islâmico, considera esta fuga em massa um “enorme e perigoso pecado”, que resultará  em grandes tragédias como o abandono da lei do Corão pelo Cristianismo, a perdição das drogas e o envolvimento na “depravação ocidental”.

Segundo a The Atlantic, a presença mediática do grupo armado tem sido sempre intensa, mas admite-se ainda mais ousada com a utilização desta fotografia enquanto exemplo do que poderá acontecer às crianças que tentarem escapar ao seu domínio.

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O que aconteceu ao sonho da biblioteca universal?

“Pensamos que, em dez anos, conseguiremos concluir o processo”, declarava, em 2007, Marissa Mayer, então vice-presidente da Google, na sequência do lançamento de uma das mais irreverentes demandas da empresa.

O objectivo era digitalizar todos os livros do mundo, tornando-os acessíveis a qualquer utilizador. Oito anos depois, milhões de páginas foram transformadas, mas poucas são aquelas, realmente, à disposição de todos os leitores [e bolsos].

30 milhões de volumes passaram pelo processo. O Google Books é hoje uma das maiores bibliotecas do planeta e, no entanto, há ainda um longo caminho a percorrer até à concretização do desejo inicial.

Temido como possível monopólio literário online, o projecto tem enfrentado, desde o seu nascimento, sérios dilemas no estabelecimento de acordos com autores e editores, avança a The New Yorker.

Embora possua os meios tecnológicos adequados, à Google têm sido colocadas questões relacionados com os direitos de autor e de compensação que, progressivamente, tem vindo a matar esta iniciativa.

Por terminar, incerta e insuficiente, a biblioteca do gigante da Internet é agora mais um capítulo falhado na doce quimera da igualização do acesso à cultura. 

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O futuro está longe e Kim já está preparada

Aos 23 anos de idade, Kim Suozzi perdeu a batalha contra o cancro, prometendo regressar um dia.

“Dentro de 40 anos, teremos um método capaz de gerar uma réplica digital da mente conservada”, revela Winfried Denk, director do Instituto de Neurologia Max Planck, na Alemanha, e pioneiro no mapeamento cerebral.

É esta a possibilidade que Kim morreu, almejando.

À data, era [é] impossível prever que fragmentos da jovem de sempre sobreviveriam ao complexo processo, mas os avanços que se faziam sentir na área enchiam de esperança a jovem a quem fora diagnosticada a patologia terminal.

As ligações entre os neurónios responsáveis pela memória e pela identidade começavam, corria o ano de 2013, a ser exploradas por instrumentos e tecnologias já reminiscentes desse futuro prodigioso.

O regresso de Kim pode, contudo, não acontecer do modo esperado.

Os investigadores, avança o The New York Times, esperam trazê-la ao mundo através de um corpo artificial ou de um ambiente controlado por computador, transferindo o seu raciocínio do seu velho cérebro para um novo e entusiasmante chip de silicone.

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