Estórias imperdíveis: são proibidas mulheres

Enfeitiçados pela reluzente e mediática bandeira do feminismo, lá esquecemos a discriminação do dia a dia, lá perdoamos os erros flagrantes que até hoje não encontraram resolução. O sexismo está vivo e de boa saúde, especialmente nos lugares [e países] mais surpreendentes.

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Os Estados Unidos da América são um dos quatros países considerados pelo mais recente estudo do Banco Mundial que, ainda, não prevêm, legalmente, a licença de maternidade remunerada.

O estudo “Mulheres, negócios e lei” debruça-se sobre sete indicadores que revelam a desigualdade de oportunidades económicas entre géneros.

Dos 173 países analisados, 155 mantém, pelo menos, uma lei que restringe o desempenho feminino: em 100 destes países, incluindo a França e a Rússia, certos postos de trabalho estão vedados às mulheres.

A discriminação estende-se, contudo, não só às nações [orientais] onde o machismo parece ser, abertamente, exacerbado, mas, também, aos Estados que defendem a liberdade e a igualdade de oportunidades.

É certo que em 32 países, incluindo a Jordânia e as Filipinas, é impossível a uma mulher obter o seu próprio passaporte ; que em 18 nações, o marido pode, legalmente, impedir a esposa de trabalhar, e que em outras 35, as leis que regulam a herança diferem consoante o género do recipiente.

“Quando as mulheres podem trabalhar, gerir salários e liderar negócios, os benefícios expandem-se para além do nível individual. Estendem-se às crianças, às comunidades e às economias”, explica à Time Jim Yong Kim, presidente do Grupo Banco Mundial.

A desigualdade conduz, por outro lado, à diminuição de escolaridade, competitividade e empreendedorismo entre a população feminina.

No campo da investigação nas Ciências Sociais, as candidaturas a bolsas e apoios são maioritariamente realizadas por homens, embora a diferença demográfica seja bastante reduzida, confirma a Nature.

Nos Estados Unidos da América e no Reino Unido, são atribuídas às mulheres que se dedicam às Ciências Biomédicas subsídios inferiores aos concedidos aos investigadores, particularmente depois de atingirem os 50 anos.

Ser mulher, mãe e investigadora é, por isso, uma tarefa complicada, já que, para além de receberem salários menores, têm, também, menos probabilidade de virem a ser promovidas mesmo que apresentem uma candidatura semelhante à de um homem.

No Reino Unido, 31 por cento das trabalhadoras confessa acreditar que ser mulher tem tido um impacto negativo nas suas carreiras. 

Segundo a Forbes, discriminação é, especialmente, notada pelas populações mais jovens – 18 a 24 anos – salientando-se que 27 por cento denuncia o seu género como desvantagem, no mercado de trabalho.

Desencorajadas e direccionadas para o lar, as mulheres enfrentam, ainda, limitações incoerentes.

Em França, por exemplo, não podem aceitar empregos que requeiram o levantamento de mais de 25 quilos – o mesmo que, em média, pesa uma criança de 5 anos.

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