Estórias imperdíveis: ouvir atrás da porta

Ouvir atrás da porta ou a arte de escutar e planear cada decisão. Da política à vida social, trago-lhe, esta semana, duas estórias que comprovam como o mundo está a tornar-se tão mais calado, estratégico e tímido. Estaremos prontos para falar?

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“Merkel” é agora, também, um verbo

Na Europa, Angela Merkel, chanceler alemã, afirma-se decidida e confiante no caminho a seguir. Domesticamente, retrai-se e estuda cada passo a tomar.

A sua posição em diversas questões centrais, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é, deliberadamente, vaga, confirma o NPR.

O seu estilo tímido e, estrategicamente, calado  de governação tornou o seu nome num dos verbos mais usados pelas populações alemãs mais jovens.

“Merkeln” significa hoje, segundo o Dicionário Langenscheidt, fazer nada, não tomar decisões, não emitir declarações.

O vocábulo está mesmo na liderança do concurso promovido pelo dicionário em causa para Palavra do Ano.

Embora lhe falte a desejável conotação positiva, o verbo transborda de significado político: está, assumidamente, a demonstrar o interesse dos mais novos – geralmente, os, politicamente, mais afastados – pela legislatura da chanceler.

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O mundo escuta e pouco diz

“O twitter será a próxima ágora global”, revelava, em 2013, o então CEO da rede social, Dick Costolo.

Dois anos depois, o director é outro, o crescimento estagnou e são mais os que ouvem do que aqueles que contribuem para a discussão.

Segundo dados publicados pela Quartz, a cobertura geográfica do Twitter ainda é incipiente, registando-se uma tendência não de alargamento, mas de intensificação nas áreas onde já se encontra presente.

Por outro lado, o número de participantes a tweetar tem se mantido estável, apesar do número de utilizadores ter crescido.

Mais de 100 milhões de ouvintes foram, assim, adicionados à rede [pretensamente] global.

Parece, portanto, que a praça sonhada por Costolo não passou disto mesmo: de um sonho.

A conversa no Twitter confessa-se, assim, quase unilateral, já que 40% dos que a espreitam, recorrem este serviço para curar notícias e informação acerca das suas paixões.

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