Salada de estórias: 24 de Agosto

O chumbo de metade dos cursos de água em Portugal nas metas europeias de qualidade, a queda dramática da bolsa chinesa e a destruição do templo de Baal Shamin, em Palmira levada a cabo pelo Estado Islâmico marcam esta segunda-feira a par de duas outras estórias bem menos convencionais.

Deu à costa a mais velha mensagem numa garrafa

111 anos depois chega, finalmente, ao seu destino.

A mensagem engarrafada foi descoberta numa praia em Amrum, na Alemanha. A garrafa, que partira da Coreia do Norte por volta de 1904, pedia ao eventual destinatário que a remetesse para a Associação de Biologia Marinha do Reino Unido.

O objecto encontrado é um dos 1.000 exemplares que a instituição inglesa lançou ao mar há mais de 100 anos para investigar as correntes oceânicas.

O postal que navegava dentro do recipiente de vidro prometia, ainda, um xelim a quem cumprisse a demanda. Uma vez devolvida, a garrafa valeu à mulher que a encontrou esse exacto valor (um xelim inglês antigo), confirma a NDTV.

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A leitura já não é o que era

Cerca de dois quintos da população infantil inglesa lê diariamente, avança o The Guardian.

A leitura tem, contudo, evoluído nos últimos anos com a passagem do livro da página para o ecrã. Em 2014, 71% destas crianças tinham acesso a um tablet: 31% eram mesmo proprietárias dos seus próprios aparelhos.

“Não é possível, simplesmente, sentar e mergulhar na história do início ao fim [com este instrumento tecnológico]. A concentração exigida por estes dispositivos digitais é bastante reduzida”, defende Joana de Guia, fundadora do Story Habit, um serviço que propõe actividades alternativas em torno da leitura.

Há, porém, estudos que indicam os benefícios deste tipo de livros para as crianças com dislexia ou que provenham de contextos sócio-económicos menos favorecidos.

Este é, todavia, um campo de investigação ainda incipiente, que exige um esforço adicional para a extracção de conclusões, realmente, confiáveis.

Ainda que não, cientificamente, comprovada, a opinião dos profissionais da área parece ser a de que a leitura digital é menos vantajosa para a criança.

“O tablet transformou-se na ama moderna”, reforça Asi Sharabi, cuja empresa, Lost my name, oferece a oportunidade de personalizar livros infantis.

O empreendedor salienta que, uma das principais falhas destes aparelhos, é a despromoção da partilha da experiência de leitura, uma perda que considera, incomensuravelmente, nefasta.

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