Estórias imperdíveis: para sempre, talvez

Imortalidade. Essa utopia atemporal que, ao longo da História, tem perseguido a espécie humana e que começa, agora, a ser desvendada pela ciência. Estará o segredo da juventude perpétua ao nosso alcance? Mais próximos do que nunca da eternidade, queremos hoje sobreviver ao tempo bem e com saúde.

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Os vampiros em nós

Em Outubro de 2014, Wyss-Coray, professor de Neurologia na Universidade de Stanford, deu início à primeira tentativa de rejuvenescimento humano através da transfusão de sangue jovem.

Na Escola de Medicina de Stanford, alguns idosos que sofrem de Alzeimer estão já a receber transfusões de plasma do sangue de sujeitos mais novos.

Seis anos antes, Saul Villeda, estudante na mesma universidade, apresentara-lhe os resultados preliminares da sua pesquisa, então, realizada em ratos.

“Saul estava a investigar se o sangue de um idoso pode rejuvenescer quando, activamente, contaminado com o sangue de alguém mais novo”, explica Ian Sample, no The Guardian.

A ideia não é inédita. Remonta, de facto, à Idade Média e ao trabalho do médico alemão Andreas Libavius, um dos primeiros a sugerir esta tese.

O estudo conduzido por Villeda tornara claro que as transfusões de sangue jovem para sujeitos mais idosos são capazes de fomentar o crescimento das células cerebrais do hipocampo.

Em 2008, Villeda e Wyss-Coray reuniram-se e, a partir daí, investiram, largamente, na pesquisa que hoje, finalmente, indica estar no sangue jovem o antídoto para a devastação que o envelhecimento provoca.

Os investigadores não procuram a imortalidade, mas a melhoria da qualidade de vida nos muitos – e, tendencialmente, prolíferos – anos que, ainda, nos sobram.

Os primeiros resultados desse grande projecto esperam-se no final deste ano.

Spicy

Apimentar [e prolongar] a vida

Uma equipa de cientistas chineses concluiu que o consumo de refeições picantes diminui o risco de morte.

Depois de descartarem os factores genéticos, etários, educacionais, tabágicos e diabéticos, os investigadores extraíram dados que reforçam que os sujeitos cuja alimentação é mais temperada têm menos 12 a 14 por cento (consoante a frequência do consumo) de hipóteses de sofrerem de doenças respiratórias, cardiovasculares e oncológicas.

Mais de 485.000 pessoas foram submetidas a uma análise dietética rigorosa que, segundo o The New York Times, tornou evidente a associação entre estes alimentos, designadamente a pimenta, e a longevidade.


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