Estórias imperdíveis: #TeamInternet

Um bilião de espectadores por dia; milhares de horas de vídeo consumidas. O Youtube tornou-se, inegavelmente, numa moda tão lucrativa e influente a que nem os líderes mais temíveis conseguem escapar. Novos serviços, novas oportunidades, tudo o que se passou, esta semana, no mais pequeno e popular ecrã.

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Em 24 horas, 73.000 tweets. A hashtag #teaminternet, mencionada por Tyler Oakley – um famoso youtuber que até ao momento já acumulou mais de sete milhões de subscritores – tornara-se, instantaneamente, viral. Estávamos, então, em 2014.

Hoje, milhares de milhões de horas de vídeo são vistas por mais de um bilião de pessoas, todos os dias, nesse gigante que se tornou o Youtube.

O segundo semestre de 2015 trouxe um aumento de 60% do tempo de consumo destes conteúdos que, pela mão de criadores como Tyler, acumulam visualizações, comentários e influência.

“Trata-se do mais rápido crescimento registado nos últimos dois anos”, sublinha Ruth Porat, CFO da Google. Em média, cada subscritor gasta agora 40 minutos por sessão no seu tablet ou iphone, informa a Quartz.

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No último ano, o consumo através de dispositivos móveis duplicou. Para Susan Wojcicki, directora executiva do Youtube, a sua introdução tem vindo a transformar o panorama mediático, sendo estes dispositivos, por isso, uma prioridade para o Youtube Music Key, o novo serviço do site.

Os criadores asseguram que a aplicação será diferente do Spotify e do iTunes (para começar, disponibilizará vídeos e não apenas faixas de música), grátis e acessível mesmo na ausência de qualquer ligação à Internet. “Ser capaz de ver um artista tocar uma canção é mágico”, confirma Wojciki.

Apresentado no final de 2014 aos utilizadores beta, o Youtube Music Key estará ao seu dispor ainda este ano.

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Enquanto não chega, os utilizadores podem desfrutar dos conteúdos habituais que, progressivamente, mais atenção política têm atraído.

Depois de Obama, Angela Merkel deixa-se também ela entrevistar por um [bem sucedido] youtuber, LeFloid, respondendo às questões que os seus subscritores sugeriram pela hashtag #NetzFragMerkel [Net pergunta a Merkel], que, rapidamente, se tornou numa das três mais populares, na Alemanha. 

Nos seus vídeos, Florian Mundt, aborda, de forma irreverente, assuntos centrais, como a crise europeia.

Na entrevista à chanceler, Mundt interroga-a acerca da xenofobia, da Internet, do escândalo da NSA e da crise grega, embora atenue o seu usual tom de desafio, revela Jan Bruck, na DW.

Onde persistir discriminação, nós insistiremos na sua eliminação“, arranca o youtuber a Merkel, depois de ver esclarecida a sua posição relativamente ao casamento gay: “Para mim, o casamento é a coexistência entre um homem e uma mulher”, reforça a líder alemã.

Embora tímida – como têm acusado os subscritores e jornalistas – a entrevista conduzida pelo criador de 27 anos revela o reconhecimento do poder social dessas figuras feitas de likes e partilhas.

Actualmente, o Youtube tem mais 40% de anunciantes do que no ano anterior. A atenção que tem gerado não se fica, contudo, pela mera captação publicitária.

A Google deixou claro que o seu futuro é o Youtube“, termina Robert Hof, na Forbes.

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