Salada de estórias: 29 de Junho

O encerramento dos bancos gregos até 7 de Julho e a imposição de restrições ao movimentos de capitais helénicos, a crise em Porto Rico e a abertura das bolsas europeias em queda (a maior desde 2011) marcam esta segunda-feira a par de duas outras estórias bem menos convencionais.

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Estado Islâmico vende arte saqueada

Depois das ofensivas aéreas norte-americanas contra as refinarias controladas pelos Estado Islâmico, a queda dos lucros no mercado petrolífero tem conduzido ao aumento das vendas de arte saqueada no eBay, Whatsapp e Facebook, que agora assumem um papel relevante no financiamento da guerra.

“Intencionalmente ou não, os consumidores [das obras de arte em causa] estão a encher os cofres dos extremistas”, escreve Sangwon Yoon na Bloomberg.

O Estado Islâmico age como fornecedor numa complexa rede de correctores e distribuidores, que se julgam estar infiltrados no Iraque, na Síria e na Turquia.

A Comissão do Comércio Internacional dos Estados Unidos da América revela que, entre 2012 e 2013 (período que coincide com a expansão geográfica do EI) a importação de antiguidades iraquianas cresceu 672% e a importação de antiguidades sírias aumentou 133%.

O Concelho das Nações Unidas reagiu, banindo a comercialização de antiguidades provenientes dessas duas regiões.

Paolo Gentiloni, Ministro das Relações Exteriores italiano, propôs a constituição dos “capacetes azuis para a cultura”. Irina Bokova, director-geral da UNESCO, sugeriu a criação de “zonas culturalmente protegidas”.


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Reuters/ Nicholson

No Texas, a liberdade religiosa permite recusa do casamento gay

“Somos mais livres”, dizia Obama, na última sexta-feira, após a votação do Supremo Tribunal e consequente legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em todos os estados americanos.

Ken Paxton, Procurador-Geral do Texas, defende que esse novo direito constitucional não pode, contudo, prevalecer sobre as liberdades anteriormente consignadas na Primeira Emenda, nomeadamente no que diz respeito à liberdade religiosa.

Os notários e os funcionários do registo civil podem manter escolhas religiosas que entrem em conflito com a emissão de licenças para casamentos gay“, sublinha Paxton.

Os funcionários poderão, por isso, recusar fazê-lo, reporta a Reuters. “Esperem ser processados, mas tenham confiança num amplo apoio legal”, enfatizou o Procurador.

Paxton termina o comunicado, considerando a legalização do casamento gay uma “decisão ilegal” de um “tribunal activista”.

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